Com o bônus de ser uma distro nacional, o BigLinux se mostra uma excelente alternativa para quem planeja migrar do Windows ou mesmo aqueles que testaram outras distros, mas que ainda procuram uma solução mais prática e fácil de usar.
O sistema em si já vem configurado e pronto para o uso, independentemente das necessidades do usuário final. Dá pra jogar com os aplicativos pré-instalados da Steam e Lutris, além das infinitas possibilidades fornecidas na Big Store e na opção “Adicionar/Remover Programas”. A integração com Flatpaks torna a tarefa de instalar qualquer software bem mais simples, e no caso de não haver uma alternativa entre os softwares livres (algo bem raro hoje em dia) ainda dá pra instalar os programas de Windows através do Wine.
O BigLinux é um sistema relativamente leve se comparado ao Windows: estou usando várias instâncias de diferentes programas enquanto escrevo e o consumo de memória está em 4GB, mas costuma ficar entre 2 e 3GB com apenas um aplicativo sendo executado. O uso de cpu também e baixo. Além disso, o sistema é intuitivo e fácil de usar.
Minha única crítica aqui vai para a falta de suporte ao padrão Abnt2; é uma coisa que pode parecer boba, mas que afeta negativamente a experiência de um novo usuário não conseguir usar as chamadas “dead keys” para a acentuação. Sorte minha que eu tinha acabado de testar o Lubuntu e sofri com o mesmo problema.
Fica a dica aí para os desenvolvedores: Vocês deveriam incluir no script de instalação o comando: “setxkbmap -model abnt2 -layout br -variant abnt2”. Façam isso e o sistema vai estar completamente pronto para uso logo após a instalação. Não fosse por isso eu não precisaria ter tocado no terminal (o maior medo de usuários novatos vindos do Windows).
No mais, o BigLinux é o melhor sistema Linux que eu já usei, note que eu sou usuário de Debian há quase uma década. A equipe de desenvolvimento está de parabéns!